<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3397852820636895525</id><updated>2011-07-30T12:01:45.549-07:00</updated><title type='text'>AUTISMO - Investigação</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Amélia Florindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16831555581466102441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_vYOnXl_mrKw/SOUNlaONuvI/AAAAAAAAAAg/qpdgcjw33BU/S220/46.BMP'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3397852820636895525.post-7834121279177735268</id><published>2010-09-04T04:08:00.000-07:00</published><updated>2010-09-04T04:08:26.263-07:00</updated><title type='text'>Deficiência de Creatina Cerebral</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;Diagnóstico e tratamento das síndromas de &lt;b&gt;deficiência de creatina cerebral&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Objectivo.&lt;/b&gt; Rever os aspectos clínicos, bioquímicos e genéticos, e as opções terapêuticas nas síndromas de deficiência de creatina cerebral.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desenvolvimento.&lt;/b&gt; Recentemente descreveu-se a síndroma de deficiência de creatina cerebral como um conjunto de erros congénitos do metabolismo que afectam a síntese e o transporte de creatina. Conhecem-se três defeitos metabólicos: dois que afectam a síntese –deficiência da guanidinoacetato metiltransferase (GAMT) e da arginina-glicina amidinotransferase (AGAT)– e um o transporte da creatina. Clinicamente, estes doentes podem apresentar atraso mental, perturbações da linguagem, epilepsia, comportamento autista, deterioração neurológica e perturbações do movimento. Após a selecção clínica, o estudo bioquímico mediante análise dos metabolítos em fluidos biológicos (guanidinoacetato e a relação creatina/creatinina) permite identificar os diferentes defeitos. Antes de continuar com os estudos moleculares, é importante confirmar a deficiência cerebral de creatina por ressonância magnética com espectroscopia. A confirmação do diagnóstico das deficiências de AGAT e GAMT realiza-se determinando a actividade enzimática em fibroblastos ou linfoblastos, ou a incorporação da creatina no estudo do defeito de transporte. O estudo das mutações nos genes AGAT, GAMT (transmissão autosómica recessiva) e SLC6A8 (ligado ao cromossoma X) completa o diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusões.&lt;/b&gt; As síndromas de deficiência de creatina cerebral estão associadas principalmente ao atraso mental e ao autismo. As deficiências de GAMT e AGAT respondem ao tratamento com creatina, enquanto que os doentes com defeitos no transporte não respondem a esta terapia, pelo que estão a ser avaliadas novas terapêuticas para esta doença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in "[REV NEUROL 2006;43:302-308] PMID: 16941429 - Revisión - Fecha de publicación: 01/09/2006 "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.revneurol.com/sec/resumen.php?i=p&amp;amp;id=2005519"&gt;http://www.revneurol.com/sec/resumen.php?i=p&amp;amp;id=2005519&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3397852820636895525-7834121279177735268?l=autismo-em-foco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/feeds/7834121279177735268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3397852820636895525&amp;postID=7834121279177735268' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/7834121279177735268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/7834121279177735268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/2010/09/deficiencia-de-creatina-cerebral.html' title='Deficiência de Creatina Cerebral'/><author><name>Amélia Florindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16831555581466102441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_vYOnXl_mrKw/SOUNlaONuvI/AAAAAAAAAAg/qpdgcjw33BU/S220/46.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3397852820636895525.post-925742349064929740</id><published>2009-05-17T18:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T18:40:42.581-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Fiocruz desenvolve exame para diagnosticar autismo&lt;/h3&gt;               &lt;h4&gt;Publicado em 04.05.2009, às 07h49&lt;/h4&gt;             &lt;span class="assinatura"&gt;&lt;/span&gt;     &lt;span class="com-info"&gt;&lt;/span&gt;     &lt;div id="divMateria"&gt; &lt;p&gt;O Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolve metodologia para a elaboração de diagnóstico da síndrome de autismo por meio de exames laboratoriais com aparelhos de eletroencefalograma computadorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já utilizado no diagnóstico de outras síndromes, o exame amplia e mede as correntes eletromagnéticas no cérebro em diversas frequências (de 3 a 27 hertz) e permite verificar as ligações entre os grupos de neurônios. Segundo os pesquisadores da Fiocruz, as vantagens do exame são custo acessível e disponibilidade da tecnologia em vários hospitais e postos de saúde no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o coordenador da pesquisa, o neurologista infantil Adaílton Tadeu Alves de Ponte, a análise de dados já permitiu verificar que as respostas no hemisfério cerebral direito têm uma amplitude menor que o esquerdo, ou seja, “há uma deficiência de ativação do hemisfério direito em relação ao hemisfério esquerdo, quando se compara com as crianças que não apresentam o mesmo problema”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o médico, o hemisfério direito está associado às funções socioafetivas, emocionais, de empatia e de percepção do contexto e compreensão social, enquanto o hemisfério esquerdo é mais envolvido com o cálculo e o raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimativas internacionais mostram que a ocorrência da síndrome pode ser de uma em cada 500 crianças até uma em cada mil crianças. O autismo tem uma incidência maior sobre meninos - 70% das pessoas com autismo são do sexo masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaílton Tadeu explica que a ciência ainda não sabe porque ocorre o autismo. O grupo de pesquisa trabalha com a hipótese de que é um fenômeno de causa genética, associada a mecanismos alérgicos não identificados e desenvolvidos ainda no útero, durante a gestação. Esses processos desencadeiam inflamação que altera o desenvolvimento do cérebro e as ligações no hemisfério direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síndrome do autismo foi descoberta simultaneamente, na década de 1940, por dois médicos de origem austríaca, que trabalhavam separadamente: Leo Kanner, erradicado nos Estados Unidos, e Hans Asperger, que permaneceu na Europa durante o período da Segunda Guerra Mundial. A palavra autismo foi criada pelo psiquiatra suíço Paul Eugen Bleuler para descrever a “fuga da realidade” observada em alguns indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Ministério da Saúde, há grande variabilidade de sintomas autistas (espectro), sendo possível identificar desde pessoas muito comprometidas até pessoas com alto grau de desempenho e com habilidades especiais (os chamados asperger, em homenagem a um dos descobridores da síndrome).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rede pública, o atendimento às pessoas com autismo deve ser feito em um dos 1.300 Centros de Atenção Psicossocial que, segundo o ministério, contam com equipes multiprofissionais (médicos, enfermeiros, psicólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, professores de educação física).&lt;/p&gt;        &lt;/div&gt;       &lt;div&gt;     &lt;p class="fonte"&gt;Fonte: Agência Brasil&lt;/p&gt;&lt;p class="fonte"&gt;publicado em: "&lt;a href="http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/saude/noticia/2009/05/04/fiocruz-desenvolve-exame-para-diagnosticar-autismo-186379.php"&gt;http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/saude/noticia/2009/05/04/fiocruz-desenvolve-exame-para-diagnosticar-autismo-186379.php&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3397852820636895525-925742349064929740?l=autismo-em-foco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/feeds/925742349064929740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3397852820636895525&amp;postID=925742349064929740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/925742349064929740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/925742349064929740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/2009/05/cotidiano-recife-17.html' title=''/><author><name>Amélia Florindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16831555581466102441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_vYOnXl_mrKw/SOUNlaONuvI/AAAAAAAAAAg/qpdgcjw33BU/S220/46.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3397852820636895525.post-4609735523613617756</id><published>2009-05-17T18:32:00.001-07:00</published><updated>2009-05-17T18:33:35.163-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt; Brasil desenvolve metodologia para detectar autismo em crianças&lt;/h3&gt;  &lt;span class="autor"&gt;Folha Online&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Um método para diagnosticar o autismo por meio de exame de imagem está sendo desenvolvido pelo Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Atualmente, não há nenhum teste específico para o autismo. O diagnóstico é clínico, com base na observação dos sintomas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Os pesquisadores utilizam o eletroencefalograma computadorizado para fazer uma varredura cerebral. O exame amplia e mede as correntes eletromagnéticas no cérebro em diversas frequências (de 3 a 27 hertz) e permite verificar as ligações entre os grupos de neurônios. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Segundo o neurologista infantil Adaílton Tadeu Alves de Pontes, um dos coordenadores da pesquisa, as imagens obtidas com o mapeamento são comparadas com as do cérebro de uma criança sem o problema. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;"Verificamos a relação de uma área com outra e percebemos que as crianças com autismo tiveram uma resposta diminuída no hemisfério cerebral direito em relação ao esquerdo, ou seja, há uma deficiência de ativação no hemisfério direito." &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Pontes explica que o hemisfério direito está associado às funções socioafetivas, emocionais, de empatia e de percepção do contexto e compreensão social, enquanto o hemisfério esquerdo é mais relacionado com o cálculo e o raciocínio. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;O próximo passo, segundo ele, é ampliar a amostra de crianças analisadas, incluindo autistas com inteligência normal e outros com problemas de linguagem, por exemplo. Por fim, haverá uma comparação dessas crianças com outras que possuam patologias neuropsiquiátricas diferentes -para saber como funciona a resposta cerebral nesses casos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Pesquisas anteriores com cérebros de autistas já encontraram desequilíbrios em neurotransmissores (substâncias químicas que ajudam as células nervosas a se comunicarem) que poderiam explicar o comportamento do autista. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Outros trabalhos encontraram irregularidades nas próprias estruturas do cérebro, como no corpo caloso (que facilita a comunicação entre os dois hemisférios do cérebro), na amígdala (que afeta o comportamento social e emocional) e no cerebelo (envolvido com as atividades motoras, o equilíbrio e a coordenação). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Na avaliação do neurologista José Geraldo Speciali, da USP de Ribeirão Preto, caso a eficácia do eletroencefalograma no diagnóstico do autismo seja confirmada, será "uma ótima notícia" porque hoje o autismo é descoberto tardiamente. "Porém, ainda não sabemos se o diagnóstico e a intervenção precoces mudarão o curso da doença", observa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Para o médico Luiz Celso Vilanova, chefe do departamento de neurologista infantil da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a pesquisa da Fiocruz é mais uma que tenta encontrar um marcador biológico para o diagnóstico do autismo, mas dificilmente chegará a uma resposta positiva. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;"Ela pode trazer novas contribuições, mas outros trabalhos, com métodos até mais sofisticados como a ressonância magnética e o PET scan, não conseguiram definir um quadro que sirva de marcador independente", diz o médico. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Segundo ele, a limitação é da própria medicina. "No passado, essas crianças eram classificadas como psicóticas. Existem algumas evidências de alterações de natureza biológica e cerebral, mas nada que nos ajude no diagnóstico." &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Hoje, o diagnóstico ocorre por volta dos três anos de idade, e o tratamento é basicamente comportamental (psicólogos e fonoaudiólogos, por exemplo). Medicamentos são usados para controlar sintomas específicos, como a agressividade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;publicado em: "&lt;a href="http://www.fatimanews.com.br/canais/noticias/?id=84073"&gt;http://www.fatimanews.com.br/canais/noticias/?id=84073&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3397852820636895525-4609735523613617756?l=autismo-em-foco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/feeds/4609735523613617756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3397852820636895525&amp;postID=4609735523613617756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/4609735523613617756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/4609735523613617756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/2009/05/12-de-maio-de-2009-0752-brasil.html' title=''/><author><name>Amélia Florindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16831555581466102441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_vYOnXl_mrKw/SOUNlaONuvI/AAAAAAAAAAg/qpdgcjw33BU/S220/46.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3397852820636895525.post-5085779400330083186</id><published>2009-05-17T18:28:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T18:30:17.174-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div id="c"&gt;     &lt;h1&gt;Estudo indica que algumas crianças podem deixar o autismo&lt;/h1&gt;     &lt;p&gt;Taxa de recuperação, depois de anos de terapia, seria de 10% a 20%; melhora ocorreria por volta dos 9 anos &lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="grupoC2"&gt;     &lt;p class="fonte"&gt;                     Associated Press      &lt;/p&gt;     &lt;p class="tmTexto" id="ctrl_texto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(21, 94, 145);" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;script&gt;Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")&lt;/script&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="corpoNoticia"&gt; WASHINGTON - Um estudo realizado em pequena escala sugere que pelo menos 10% das crianças com autismo superam o distúrbio por volta dos 9 anos de idade - a maioria, depois de anos de intensa terapia comportamental. &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Céticos questionam o fenômeno, mas a psicóloga Deborah Fein, da Universidade de Connecticut, é um dos cientistas convencidos de que o fenômeno é real.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ela apresentou a pesquisa, feita com 58 crianças, nesta semana numa conferência sobre autismo realizada em Chicago (EUA). Dessas crianças, 20 haviam, segundo análise rigorosa, sido corretamente diagnosticadas como autistas, mas anos mais tarde não eram mais consideradas portadoras do distúrbio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Entre elas estava Leo Lytel, um menino que não olhava os outros no olhos, repetia as palavras que lhe eram ditas e girava em círculos - todos sintomas clássicos do autismo. Agora, ele é um sociável aluno da terceira série. O estudo, financiado pelo governo americano, envolve jovens dos 9 aos 18 anos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A pesquisadora Geraldine Dawson, cientista-chefe do grupo Autism Speaks (Autismo Fala) disse que a pesquisa é um importante avanço.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estudos anteriores haviam indicado que de 3% a 25% dos autistas se recuperam. Os novos dados indicam que a taxa é de 10% a 20%. Mas, mesmo depois de muita terapia, a maioria das crianças autistas permanecem autistas. &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A recuperação "não é uma expectativa realista para a maioria dos jovens", mas os pais devem saber que isso pode acontecer, disse Deborah, cujo estudo ainda se encontra em andamento. &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Críticos da hipótese da recuperação sugerem que ou as crianças estudadas não eram realmente autistas e houve um erro de diagnóstico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;publicado em: "&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-indica-que-algumas-criancas-podem-deixar-o-autismo,367741,0.htm"&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-indica-que-algumas-criancas-podem-deixar-o-autismo,367741,0.htm&lt;/a&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3397852820636895525-5085779400330083186?l=autismo-em-foco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/feeds/5085779400330083186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3397852820636895525&amp;postID=5085779400330083186' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/5085779400330083186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/5085779400330083186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/2009/05/estudo-indica-que-algumas-criancas.html' title=''/><author><name>Amélia Florindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16831555581466102441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_vYOnXl_mrKw/SOUNlaONuvI/AAAAAAAAAAg/qpdgcjw33BU/S220/46.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3397852820636895525.post-1342472910470838741</id><published>2008-10-23T17:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T18:07:03.939-07:00</updated><title type='text'>AUTISMO - O que é?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AUTISMO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"É hoje geralmente aceite que as perturbações incluídas no espectro do autismo, Perturbações Globais do Desenvolvimento nos sistemas de classificação correntes internacionais, são perturbações neuropsiquiátricas que apresentam uma grande variedade de expressões clínicas e resultam de disfunções do desenvolvimento do sistema nervoso central multifactoriais" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Descrição do Autismo, Autism-Europe, 2000).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O autismo é uma perturbação global do desenvolvimento infantil que se prolonga por toda a vida e evolui com a idade. O bebé com autismo apresenta determinadas características diferentes dos outros bebés da sua idade. Pode mostrar indiferença pelas pessoas e pelo ambiente, pode ter medo de objectos. Por vezes tem problemas de alimentação e de sono. Pode chorar muito sem razão aparente ou, pelo contrário, pode nunca chorar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando começa a gatinhar pode fazer movimentos repetitivos (bater palmas, rodar objectos, mover a cabeça de um lado para o outro). Ao brincar, não utiliza o jogo social nem o jogo de faz de conta. Ou seja, não interage com os outros, pode não dar resposta aos desafios ou às brincadeiras que lhe fazem. Não utiliza os brinquedos na sua função própria. Um carro pode ser um instrumento de arremesso e não um carro para rodar no caminho. Uma boneca pode servir para desmanchar e partir mas não para embalar.Dos 2 aos 5 anos de idade o comportamento autista tende a tornar-se mais óbvio. A criança não fala ou ao falar, utiliza a ecolália ou inverte os pronomes. Há crianças que falam correctamente mas não utilizam a linguagem na sua função comunicativa, continuando a mostrar problemas na interacção social e nos interesses.Os adolescentes juntam às características do autismo os problemas da adolescência. Podem melhorar as relações sociais e o comportamento ou, pelo contrário, podem voltar a fazer birras, mostrar auto-agressividade ou agressividade para com as outras pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os adultos com autismo tendem a ficar mais estáveis se são mais competentes. Pelo contrário, os menos competentes, com QI baixo, continuam a mostrar características de autismo e não conseguem viver com independência.As pessoas idosas com autismo têm os problemas de saúde das pessoas idosas acrescidos das dificuldades de os comunicarem. Os problemas de comportamento podem por isso sofrer um agravamento. Além disso, perdem muitas vezes o gosto pelo exercício físico e têm menor motivação para praticar desporto, o que não contribui para melhorar a sua qualidade de vida. Por outro lado, o seu comportamento pode tender a estabilizar-se com a idade.Características do autismo Sempre existiram pessoas com autismo mas o autismo foi identificado cientificamente "Autistic Disturbances of Affective Contact" no qual descrevia o estudo de caso de 11 crianças com um síndro e pela primeira vez em 1943 por Leo Kanner, pedopsiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos da América que publicou um artigo ma ao qual ele dava o nome de Autismo (do grego autos que significa próprio).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Justamente as características que ele definiu para as crianças desse grupo eram:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um profundo afastamento autista&lt;br /&gt;Um desejo autista pela conservação da semelhança&lt;br /&gt;Uma boa capacidade de memorização mecânica&lt;br /&gt;Expressão inteligente e ausente&lt;br /&gt;Mutismo ou linguagem sem intenção comunicativa efectiva&lt;br /&gt;Hipersensibilidade aos estímulos&lt;br /&gt;Relação estranha e obsessiva com objectos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, a partir de posteriores estudos, mencionou a ecolália, "fala de papagaio", linguagem extremamente literal, uso estranho da negativa, inversão pronominal e outras perturbações da linguagem (Kanner, J.,1946)Um ano depois de Kanner ter publicado o seu artigo, em 1944, um pediatra austríaco Hans Asperger, publicava um artigo, em alemão "Die Autistischen Psychopathen im Kindesalter" no qual descrevia um grupo de crianças com características muito semelhantes às de Kanner, chamando igualmente "Autismo" ao síndroma. É interessante saber que nenhum deles conhecia a obra do outro. O artigo de Asperger só foi traduzido para inglês em 1991 (Frith, 1991a).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora as características dos indivíduos fossem semelhantes, havia um grupo reconhecido por Asperger com picos de inteligência e linguagem desenvolvida. Daí, hoje as crianças com essas características serem diagnosticadas como tendo o síndroma de Asperger.Lorna Wing (1981) definiu o síndroma de Asperger com seis critérios de diagnóstico: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1. Linguagem correcta mas pedante, estereotipada2. Comunicação não verbal - voz monótona, pouca expressão facial, gestos inadequados3. Interacção social não recíproca, com falta de empatia4. Resistência à mudança - Preferência por actividades repetitivas5. Coordenação motora - postura incorrecta, movimentos desastrados, por vezes estereotipias6. Capacidades e interesses - Boa memória mecânica, interesses especiais circunscritos.&lt;br /&gt;Apesar das competências dos indivíduos com síndroma de Asperger, eles têm igualmente grandes problemas com a interacção social recíproca, com a comunicação funcional, embora falem com propriedade e com o comportamento e rigidez de pensamento.Hoje o síndroma de Asperger tem uma classificação separada do autismo no DSM IV- TR (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais).A noção de um espectro de perturbações autísticas baseado na tríade de perturbações apresentada por Lorna Wing é importante para a educação e cuidados das crianças com autismo ou outras perturbações globais do desenvolvimento.A Tríade de Perturbações no autismoAs pessoas com autismo têm três grandes grupos de perturbações. Segundo Lorna Wing (Wing &amp;amp; Gould,1979), a partir de uma investigação feita em Camberwell, a tríade de perturbações no autismo manifesta-se em três domínios: social, linguagem e comunicação, pensamento e comportamento.Domínio social: o desenvolvimento social é perturbado, diferente dos padrões habituais, especialmente o desenvolvimento interpessoal. A criança com autismo pode isolar-se mas pode também interagir de forma estranha, fora dos padrões habituais.Domínio da linguagem e comunicação: a comunicação, tanto verbal como não verbal é deficiente e desviada doa padrões habituais. A linguagem pode ter desvios semânticos e pragmáticos. Muitas pessoas com autismo (estima-se que cerca de 50%) não desenvolvem linguagem durante toda a vida.Domínio do pensamento e do comportamento: rigidez do pensamento e do comportamento, fraca imaginação social. Comportamentos ritualistas e obsessivos, dependência em rotinas, atraso intelectual e ausência de jogo imaginativo.O diagnóstico do autismo é hoje efectuado a partir das características definidas no DSMIV- TR Causas do autismoUma das primeiras perguntas que os pais ou os profissionais fazem é:Quais são as causas do autismo?Nos anos 40 e 50 acreditava-se que a causa do autismo residia nos problemas de interacção da criança com os pais. Várias teorias sem base científica e de inspiração psicanalítica culpabilizavam os pais, em especial as mães, por não saberem dar respostas afectivas aos seus filhos. Esse período foi dramático e levou algumas mães a tratamento psiquiátrico e em extremo, ao suicídio.A partir dos anos 60, a investigação científica, baseada sobretudo em estudos de casos de gémeos e nas doenças genéticas associadas ao autismo (X Frágil, esclerose tuberosa, fenilcetonúria, neurofibromatose, diversas anomalias cromossómicas) mostrou a existência de um factor genético multifactorial e de diversas causas orgânicas relacionadas com a sua origem. Estas causas são diversas e reflectem a diversidade das pessoas com autismo.&lt;br /&gt;Parece haver genes candidatos, ou seja uma predisposição para o autismo o que explica a incidência de casos de autismo nos filhos de um mesmo casal. É possível existirem factores hereditários com uma contribuição genética complexa e multidimensional.&lt;br /&gt;Alguns factores pré natais (ex.rubéola materna, hipertiroidismo) e peri natais (ex.prematuridade, baixo peso ao nascer, infecções graves neonatais, traumatismo de parto) podem ter grande influência no aparecimento das perturbações do espectro do autismo.&lt;br /&gt;Há uma grande incidência de epilepsia na população autista (26 a 47%) enquanto na população em geral a incidência é de cerca de 0,5%.&lt;br /&gt;Há também estudos post mortem em curso sobre as anomalias nas estruturas (cerebelo, hipocampus, amígdala) e funções cerebrais das pessoas com autismo.&lt;br /&gt;É necessário continuar a desenvolver a investigação sobre o autismo e, embora haja muitos estudos em curso, ignoramos qual o seu impacto no futuro das crianças e jovens com autismo.Há contudo, neste momento uma conclusão importante que reúne o consenso da comunidade científica: Não há ligação causal entre atitudes e acções dos pais e o aparecimento das perturbações do espectro autista. As pessoas com autismo podem nascer em qualquer país ou cultura e o autismo é independente da raça, da classe social ou da educação parental. Prevalência do autismoHá mais rapazes do que raparigas com autismo. A sua proporção é de 4 a 5 para 1.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Haverá presentemente mais pessoas autistas do que há 20 anos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estudos recentes relatam grande aumento de incidência.De acordo com estudos feitos por Eric Fombonne no Canadá (2003):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para uma população de 10.000 pessoas há 10 pessoas com autismo e 2,5 com síndroma de Asperger. Na mesma população há 30 pessoas com perturbações globais do desenvolvimento no quadro do autismo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estudos desenvolvidos em Portugal (Oliveira, G et al., 2006) apontam para números semelhantes. Este aumento será real ou devido a mudança de critérios de inclusão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maior abrangência do diagnóstico?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existência de profissionais mais conscientes da existência do autismo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;DSM IV- TR (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As características essenciais da Perturbação Autística são a presença de um desenvolvimento acentuadamente anormal ou deficitário da interacção e comunicação social e um repertório acentuadamente restritivo de actividades e interesses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A perturbação pode manifestar-se antes dos 3 anos de idade por um atraso ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas: interacção social, linguagem usada na comunicação social, jogo simbólico ou imaginativo (critério B). Não existe tipicamente um período de desenvolvimento normal, embora em cerca de 20% dos casos os pais tenham descrito um desenvolvimento relativamente normal durante um ou dois anos. Nestes casos, os pais referem uma regressão no desenvolvimento da linguagem, geralmente manifestada por uma paragem da fala depois de a criança ter adquirido 5 a 10 palavras.Por definição, se existe um período de desenvolvimento normal, este não pode estender-se para além dos 3 anos de idade. A perturbação não é melhor explicada pela presença de uma Perturbação de Rett ou Perturbação Desintegrativa da Segunda Infância (critério C).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO PARA PERTURBAÇÃO AUTISTICA&lt;br /&gt;A. Um total de seis (ou mais) itens de (1) (2) e (3), com pelo menos dois de (1), e um de (2) e de (3).(1) défice qualitativo na interacção social, manifestado pelo menos por duas das seguintes características:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(a) acentuado défice no uso de múltiplos comportamentos não verbais, tais como contacto ocular, expressão fácil, postura corporal e gestos reguladores da interacção social;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(b) incapacidade para desenvolver relações com os companheiros, adequadas ao nível de desenvolvimento;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(c) ausência da tendência espontânea para partilhar com os outros prazeres, interesses ou objectivos (por exemplo; não mostrar, trazer ou indicar objectos de interesse);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(d) falta de reciprocidade social ou emocional;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(2) défices qualitativos na comunicação, manifestados pelo menos por uma das seguintes características:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(a) atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem oral (não acompanhada de tentativas para compensar através de modos alternativos de comunicação, tais como gestos ou mímica);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(b) nos sujeitos com um discurso adequado, uma acentuada incapacidade na competência para iniciar ou manter uma conversação com os outros;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(c) uso estereotipado ou repetitivo da linguagem ou linguagem idiossincrática;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(d) ausência de jogo realista espontâneo, variado, ou de jogo social imitativo adequado ao nível de desenvolvimento;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(3) padrões de comportamento, interesses e actividades restritos, repetitivos e estereotipados, que se manifestam pelo menos por ma das seguintes características:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(a) preocupação absorvente por um ou mais padrões estereotipados e restritivos de interesses que resultam anormais, quer na intensidade quer no objectivo;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(b) adesão, aparentemente inflexível, a rotinas ou rituais específicos, não funcionais;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(c) maneirismos motores estereotipados e repetitivos (por exemplo, sacudir ou rodar as mãos ou dedos ou movimentos complexos de todo o corpo);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(d) preocupação persistente com partes de objectos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;B. Atraso ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas, com início antes dos três anos de idade: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(1) interacção social, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(2) linguagem usada na comunicação social &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(3), jogo simbólico ou imaginativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;C. A perturbação não é melhor explicada pela presença de uma Perturbação de Rett ou Perturbação Desintegrativa da Segunda Infância. DSM-IV-TR, Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, 4ª ed., Texto Revisto, Lisboa, Climepsi Editores, 2002 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO DA SÍNDROMA DE ASPERGER, DSM IV (1994)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A. Défice qualitativo na interacção social, manifestado pelo menos por duas das seguintes características:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(1) acentuado défice no uso de múltiplos comportamentos não verbais, tais como contacto ocular, expressão fácil, postura corporal e gestos reguladores da interacção social;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(2) incapacidade para desenvolver relações com os companheiros, adequadas ao nível de desenvolvimento;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(3) ausência da tendência espontânea para partilhar com os outros prazeres, interesses ou objectivos (por exemplo; não mostrar, trazer ou indicar objectos de interesse); &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ausência de jogo realista espontâneo, variado, ou de jogo social imitativo adequado ao&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;B.Padrões de comportamento, interesses e actividades, estereotipados,repetitivos e restritos, que se manifestam pelo menos por uma das seguintes características:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(1) preocupação absorvente por um ou mais padrões estereotipados e restritivos de interesses que resultam anormais, quer na intensidade quer no objectivo;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(2) adesão, aparentemente inflexível, a rotinas ou rituais específicos, não funcionais;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(3) maneirismos motores estereotipados e repetitivos (por exemplo, sacudir ou rodar as mãos ou dedos ou movimentos complexos de todo o corpo);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(4) preocupação persistente com partes de objectos.C.A perturbação implica alterações clinicamente significativas nas áreas de funcionamento social, ocupacional e outras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. Não existe atraso clinicamente significativo da linguagem(por exemplo, aos dois anos são utilizadas palavras simples e aos três anos são utilizadas frases comunicativas).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E. Não se regista atraso clinicamente significativo do desenvolvimento cognitivo, da autonomia, do comportamento adaptativo (à excepção da interacção social) ou ainda da curiosidade pelo ambiente da infância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;F. Não são preenchidos os critérios de outras Perturbações Globais do Desenvolvimento ou de Esquizofrenia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;DSM-IV-TR, Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, 4ª ed., Texto Revisto, Lisboa, Climepsi Editores, 2002 Referências bibliográficasAsperger, H.(1944) - "Die Autistichen Psychopathen in Kindesalter" Archiv fur Psychiatric und Nervenkrankheiten, 117, 76-136.Baron-Cohen, S. and al. (1992) - "Can autism be detected at 18 months? The needle, the haystack and the CHAT". British Journal of Psychiatry, 161, 839-43.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barthélemy et al (2000) - Descrição do Autismo - International Association Autism-EuropeFombonne, E (2003) - Epidemiological Surveys of Autism and other Pervasive Developmental Disorders: an update. Proceedings Autisme-Europe Congress Lisboa 2003.Frith, U (1991 a) - "Translation and annotation of "Autistic psychopathy" in childhood by Asperger, H.in Frith, U. (ed) Autism and Asperger Syndrome. Cambridge: Cambridge University Press.Kanner, L. (1943) - "Autistic disturbances of affective contact".Nervous Child, 2, 217-50Kanner, L. (1946) - "Irrelevant and metaphorical language in early infantile autism" American Jornal of Psychiatry, 103, 242-5.Wing, L. (1981) - "Asperger's syndrome. A clinical account." Psychological Medicine, 11, 115-29.Wing, L. &amp;amp; Gould, J.(1979) - "Severe impairments of social interaction and associated abnormalities in children. Epidemiology and classification."Journal of Autism and Developmental Disorders, 9, 11-29&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Deixe aqui o seu comentário sobre o tema.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Partilhe connosco informações, sites ou outros que nos possam ajudar a compreender esta "diferença". Obrigado pela participação!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3397852820636895525-1342472910470838741?l=autismo-em-foco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/feeds/1342472910470838741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3397852820636895525&amp;postID=1342472910470838741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/1342472910470838741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/1342472910470838741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/2008/10/autismo-hoje-geralmente-aceite-que-as.html' title='AUTISMO - O que é?'/><author><name>Amélia Florindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16831555581466102441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_vYOnXl_mrKw/SOUNlaONuvI/AAAAAAAAAAg/qpdgcjw33BU/S220/46.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3397852820636895525.post-6868019515173098037</id><published>2008-10-23T17:49:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T17:52:07.848-07:00</updated><title type='text'>Autistas tomam decisões mais racionais e menos instintivas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;... diz estudo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;22/10, 08:36&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas com distúrbios relacionados ao autismo são menos propensas a tomar decisões irracionais e a serem influenciadas pelos instintos, segundo estudo da University College London, no Reino Unido. O autismo é um distúrbio cerebral de causas desconhecidas que interfere na capacidade do indivíduo em se comunicar e relacionar com outras pessoas.&lt;br /&gt;De acordo com os especialistas, a "tomada de decisão" é um processo complexo que envolve tanto a intuição (mais rápida e menos precisa, movida pelos instintos) quanto a análise (mais lenta, envolvendo o pensamento racional). Porém o estudo indica que os autistas tomam suas decisões baseados mais no pensamento racional e de forma menos instintiva.&lt;br /&gt;Estudos anteriores mostram que a resposta a um problema depende de como ele é apresentado. Por exemplo, se um cirurgião diz ao paciente que há 80% de chance sobrevivência a uma operação, há mais chances do paciente permitir a realização do procedimento do que se ele disser que há 20% de chances de morrer, mesmo que as duas sejam estatisticamente a mesma coisa.&lt;br /&gt;Na pesquisa, os participantes realizaram testes que envolviam decidir se gastavam ou não uma quantia em dinheiro apostando em um jogo. E os especialistas notaram que as pessoas sem distúrbios relacionados ao autismo tomavam as decisões baseados em como a questão era colocada, enquanto os autistas eram menos suscetíveis a esse efeito e menos guiados pela emoção.&lt;br /&gt;Os autores destacaram que, apesar dessa maior atenção aos detalhes e menor influência das emoções entre as pessoas com o distúrbio serem benéficas em algumas situações, elas são uma desvantagem na vida diária. "Durante as interações sociais, muitas das informações devem ser processadas simultaneamente, fazendo disso uma tarefa computacional muito complicada para o cérebro. Para resolver esses problemas complexos, contamos com simplificações heurísticas - instintos - em vez de extensivo raciocínio lógico".&lt;br /&gt;Com os resultados da pesquisa, os pesquisadores acreditam que essa menor propensão à intuição e aos instintos e a tendência a evitar informações emocionais podem ser uma das explicações para as dificuldades dos autistas nas relações sociais. Mais estudos são necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Noticias de Saúde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.opantaneiro.com.br/noticias/online.asp?id=77303"&gt;http://www.opantaneiro.com.br/noticias/online.asp?id=77303&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3397852820636895525-6868019515173098037?l=autismo-em-foco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/feeds/6868019515173098037/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3397852820636895525&amp;postID=6868019515173098037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/6868019515173098037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/6868019515173098037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/2008/10/autistas-tomam-decises-mais-racionais-e.html' title='Autistas tomam decisões mais racionais e menos instintivas'/><author><name>Amélia Florindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16831555581466102441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_vYOnXl_mrKw/SOUNlaONuvI/AAAAAAAAAAg/qpdgcjw33BU/S220/46.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3397852820636895525.post-7316069710873262247</id><published>2008-10-23T17:17:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T17:18:38.150-07:00</updated><title type='text'>Menos crianças autistas a norte do País</title><content type='html'>Estudo premiado afirma que o Centro, Açores e Lisboa têm o dobro da prevalência·&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;elsa costa e silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prevalência de autismo nas crianças do Norte do País é metade da verificada no resto de Portugal. Um estudo que envolveu investigadores do Hospital Pediátrico de Coimbra e do Instituto Nacional Ricardo Jorge - e que ontem recebeu o Prémio Pfizer para investigações clínicas - estima que haja, a nível nacional, um autista por cada mil crianças. Contudo, existem fortes discrepâncias regionais. O facto de o Norte ter menos autismo pode resultar de diferenças genéticas das populações.&lt;br /&gt;Este estudo epidemiológico - um dos poucos a nível mundial com esta dimensão - envolveu perto de 350 mil crianças, nascidas de 1990 a 1992, e foi dirigido a alunos do 1.º ciclo e escolas de educação especial. A investigação identificou 120 crianças com autismo. Tendo em conta os valores obtidos a nível internacional, a prevalência encontrada para Portugal, explica Guiomar Oliveira, uma das autoras do estudo, é mais baixa, mas isso pode dever-se ao carácter alargado da população, quando as investigações internacionais "estudam grupos mais restritos".Ainda de acordo com Guiomar Oliveira, a prevalência nas regiões do Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Açores (o arquipélago da Madeira não participou) são muito semelhantes e rondam 1,5 autistas por mil crianças. O facto de haver uma prevalência mais baixa no Norte do País pode reflectir "um impacto de factores genéticos que se sabem conferir características populacionais específicas a estas três regiões de Portugal". A investigadora salienta a possibilidade de a "influência árabe", mais centrada no Centro e Sul do País, ser uma das razões.&lt;br /&gt;Outro aspecto que esta investigação pôs em relevo diz respeito à associação do autismo com distúrbios da cadeia respiratória mitocondrial, uma doença que tem a ver com défices enzimáticos relacionados com a produção de energia. "Se há menos energia no cérebro, essa pode ser a razão de ele funcionar com deficiências", avança Guiomar Oliveira. Esta associação, explica ainda a autora, "foi um achado inesperado, que não estava descrito na literatura internacional, mas que é uma das patologias mais frequentes".&lt;br /&gt;O estudo encontrou ainda uma frequência significativamente mais elevada de anticorpos dirigidos contra proteínas do tecido cerebral nas crianças autistas. Um facto que revela, provavelmente, um ataque de agentes infecciosos (e a consequente resposta do organismo) durante o desenvolvimento do sistema nervoso central, que poderá ter desencadeado o autismo na sequência de uma susceptibilidade genética.Os investigadores defendem que é necessário criar equipas de apoio multidisciplinar para apoiar as crianças e as suas famílias. Por outro lado, no período de realização do trabalho de campo (ano lectivo 1999-2000), cerca de metade das crianças com diagnóstico de autismo frequentava escolas de ensino especial, o que põe em causa "a qualidade das respostas educativas". "É preciso criar condições para as que escolas normais possam aplicar a filosofia de inclusão", explica Guiomar Oliveira.&lt;br /&gt;Esta investigação recebeu o prémio Pfizer 2005 em investigação clínica, numa cerimónia que contou com a presença do ministro da Saúde. Ainda no âmbito desta iniciativa, foram também premiados cinco trabalhos de investigação clínica, com menções honrosas, e de investigação básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/11/19/sociedade/menos_criancas_autistas_a_norte_pais.html"&gt;http://dn.sapo.pt/2005/11/19/sociedade/menos_criancas_autistas_a_norte_pais.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3397852820636895525-7316069710873262247?l=autismo-em-foco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/feeds/7316069710873262247/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3397852820636895525&amp;postID=7316069710873262247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/7316069710873262247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/7316069710873262247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/2008/10/menos-crianas-autistas-norte-do-pas.html' title='Menos crianças autistas a norte do País'/><author><name>Amélia Florindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16831555581466102441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_vYOnXl_mrKw/SOUNlaONuvI/AAAAAAAAAAg/qpdgcjw33BU/S220/46.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3397852820636895525.post-6789755419595371808</id><published>2008-10-23T17:15:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T17:17:07.744-07:00</updated><title type='text'>Mães de Crianças Autistas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Características de personalidade de mães de crianças com diagnóstico de autismo infantil: um estudo comparativo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orientadora: Profa. Dra. Latife Yazigi Introdução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descrição da personalidade das mães das crianças autistas, iniciada por KANNER (1943) e desenvolvida por autores da área psicanalítica, sugeria o comprometimento da capacidade afetiva e relacional. Nas últimas duas décadas, estudos sistemáticos têm referido níveis elevados de estresse em mães de crianças autistas e há intenso trabalho de investigação sobre que fatores estariam associados ao estresse experienciado. Mais recentemente, tem sido investiga a hipótese de que a vulnerabilidade genética no autismo poderia se expressar em parentes não-autistas das crianças autistas, por alterações leves, mas qualitativamente semelhantes àquelas das crianças. São identificadas alterações sociais, na comunicação e padrões repetitivos de comportamento em mães de crianças autistas. Objetivos:&lt;br /&gt;Verificar se as mães de crianças autistas possuem características específicas de personalidade nas áreas afetiva, de relacionamentos interpessoais e estresse; identificar quais fatores estão associados a essa(s) característica(s); e se essas mães apresentam um padrão próprio de representação objetal. Desenho do Estudo: Caso-controle. Local:&lt;br /&gt;Três ambulatórios de psiquiatria infantil, um Centro de Saúde e duas escolas da rede pública (cidade de São Paulo). Participantes:&lt;br /&gt;trinta e uma mães de crianças autistas pareadas por idade/gênero da criança e idade da mãe com 31 mães de crianças sem problemas de saúde mental (escore T &lt;&gt;Metodologia:&lt;br /&gt;O Método de Rorschach, aplicado e avaliado conforme instruções do Sistema Compreensivo foi utilizado para avaliar dez características de personalidade relacionadas com as hipóteses do estudo e mais três variáveis confundidoras. Além das características de personalidade, na avaliação dos fatores associados foram consideradas cinco características sócio-demográficas e sete características relacionadas ao quadro clínico de autismo, escolarização e tratamento. Para investigação do padrão de representações objetais das mães foi aplicada às respostas humanas a Escala de Relações Objetais (BLATT et al., 1976) e efetuado um estudo das temáticas recorrentes nessas respostas. A concordância entre examinadores no Método de Rorschach (aferida através dos coeficientes Kappa e Coeficiente de Correlação Intraclasses) variou de substancial (0,61-0,81) a excelente (&gt;0,81) em todas as variáveis do Sistema Compreensivo e em todas as categorias da Escala de Relações Objetais, exceto duas. Resultados:&lt;br /&gt;A análise de regressão logística mostra que as mães das crianças autistas têm probabilidade duas vezes maior do que as mães do grupo controle de experienciar estresse, parte do qual determinado por elementos situacionais (OR=2,01; IC95%:1,18–3,69). A análise de três modelos de regressão logística indica que esse estresse está associado a ter um filho autista (OR=13,27; IC95%:2,83–62,17); baixa propensão a demonstração de afetos (OR=1,46; IC95%:1,04-2,05); pouco interesse por pessoas (OR=1,39; IC95%:1,09–1,78); maior idade materna (OR=0,86; IC95%:0,74–0,89); e menor idade da criança (OR=1,53; IC95%:1,08–2,17). O nível de desenvolvimento estrutural da representação de objeto das mães de crianças autistas é semelhante ao de controles em respostas adequadas à realidade (7,94 e 8,95; p = 0,131, respectivamente na Escala OR+) mas menor em respostas distorcidas (4,97 e 7,0; p = 0,04 respectivamente na Escala OR-). A abordagem temática das representações objetais revela figuras humanas bem construídas e coerentes embora desvalorizadas com componentes relacionados à sexualidade não devidamente integrados. Observa-se também a representação de temas relacionados à infância de modo indefinido e passivo. Conclusões:&lt;br /&gt;As mães de crianças autistas experimentam maiores níveis de estresse ao menos parcialmente determinado por elementos circunstanciais o que sugere que ao menos parte desse estresse seja uma consequência do contato com a criança autista do que associada às causas do quadro. Não foi identificado um padrão particular de demonstração e expressão afetiva (área do afeto) ou de interesse por relacionamentos interpessoais. O principal fator responsável pelo estresse das mães estudadas é o fato de ter um filho autista, mas a presença de outros fatores (como expressão afetiva e interesse por pessoas diminuídos, maior idade materna e menor idade da criança) podem aumentar ainda mais esse estresse, o que sugere a existência de subgrupos de mães de crianças autistas que merecem especial atenção por parte dos profissionais de saúde mental. Fatores associados à gravidade do autismo, seu tratamento e escolarização da criança autista parecem não ter influência sobre a experiência de estresse das mães de crianças autistas. O padrão estrutural de representação objetal de mães de crianças autistas é semelhante ao de mães de crianças sem problemas de saúde mental quando é empregada a Escala OR+ ou quando um escore único, contínuo de representação estrutural de objeto é utilizado (RORSCORE). Quando são consideradas separadamente as situações de distorção perceptiva da realidade (Escala OR-), mães de crianças autistas apresentam níveis de desenvolvimento das representações estruturais de objeto menores do que as mães do grupo controle. Esse resultado, considerado em conjunto com elementos observados na análise temática podem ser interpretados como indicadores do emprego de estratégias defensivas rígidas por parte das mães de crianças autistas que podem estar associadas a uma estrutura neurótica de personalidade. Algumas mães de crianças autistas apresentam uma visão de si mesmas e de seus filhos associada a elementos primitivos, mas parece que esse fato não caracteriza o grupo de mães de autistas. mail103.gif (4196 bytes) Webmaster: Denise Razzouk Data da última modificação: 01/08/00"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3397852820636895525-6789755419595371808?l=autismo-em-foco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/feeds/6789755419595371808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3397852820636895525&amp;postID=6789755419595371808' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/6789755419595371808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/6789755419595371808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/2008/10/mes-de-crianas-autistas.html' title='Mães de Crianças Autistas'/><author><name>Amélia Florindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16831555581466102441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_vYOnXl_mrKw/SOUNlaONuvI/AAAAAAAAAAg/qpdgcjw33BU/S220/46.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3397852820636895525.post-8183638036525316418</id><published>2008-10-23T17:12:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T17:14:53.903-07:00</updated><title type='text'>AUTISMO e MEMÓRIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Existe alguma teoria que explique a memória fantástica que alguns autistas exibem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ataide Carlos Ribeiro do Nascimento, Médico Psiquiatra, Joinville (SC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autistas realmente apresentam, não somente uma memória surpreendente, mas também outras habilidades extraordinárias que não são exibidas pela maioria das pessoas, incluindo cálculo matemático, habilidades artísticas e musicais.&lt;br /&gt;Com relação a sua memória, eles são capazes de se lembrar e responder prontamente, por exemplo, que dia da semana foi 4 de Abril de 1958. Eles também podem se lembrar de datas de nascimento e morte de amigos ou de pessoas públicas como de presidentes, de suas famílias. Costumam também se lembrar de pessoas que não viram há mais de 20-30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão pela qual alguns indivíduos autistas apresentam estas habilidades ainda é desconhecida. E' possível pensar em uma compensação de regiões cerebrais especializadas dada a deficiência de outras. Existem muitas teorias, mas nenhuma evidencia sustenta qualquer uma delas. Dr. Rimland do Center for theStudyofAutism, nos EUA, especula que estes indivíduos "têm uma inacreditável habilidade de concentração e podem focalizar completamente a sua atenção em uma área específica de interesse". Sílvia Helena Cardoso, PhD, Psicobióloga, Campinas (SP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória fotográfica tem um bom exemplo em alguns portadores e autismo infantil, que apresentam uma fantástica memória fotográfica. Parece ser fruto de hiper-desenvolvimento de determinadas regiões cerebrais em detrimento de outras que ficam bastante comprometidas. Este desequilíbrio parece mesmo ser uma anomalia ainda que tal desenvolvimento seja desejável. A dominância cerebral - estudos sobre mancinismo referendam esta dominância cerebral e consequente aumento de sinapses. Prof. Dr. Luís Carlos Calil Responsável pela disciplina de Psiquiatria Clínica da Faculdade de Medicina do Triangulo Mineiro - Uberaba MG Copyright 1997 Universidade Estadual de Campinas"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3397852820636895525-8183638036525316418?l=autismo-em-foco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/feeds/8183638036525316418/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3397852820636895525&amp;postID=8183638036525316418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/8183638036525316418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3397852820636895525/posts/default/8183638036525316418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismo-em-foco.blogspot.com/2008/10/autismo-e-memria.html' title='AUTISMO e MEMÓRIA'/><author><name>Amélia Florindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16831555581466102441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_vYOnXl_mrKw/SOUNlaONuvI/AAAAAAAAAAg/qpdgcjw33BU/S220/46.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
